Bem-Vindo ao Estação 018!


Seja bem-vindo ao "Estação 018"! Um blog pouco reticente, mesmo cheio destas reticências que compõem a existência. Que tenta ser poético, literário e revolucionário, mas acaba se rendendo à calmaria de alguns bons versos. Bem-vindo a uma faceta artística do caos... Embarque sem medo e com ânsia: "Estação 018, onde se fala da vida..."

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Grito



Deus, 
não sei se o que fiz foi certo,
mas sei que o fiz.
Há perdão para este pobre filho teimoso
- e ansioso pelas coisas da vida?


Estou cansado de esperar
o renascer ígneo da ave mítica.
Estou cansado de ver
a imantação natural das almas.
Estou exausto.


Tenho improvisado lágrimas.
Tenho conversado com meus lamentos.
Tenho ouvido a loucura bater à minha porta.
Tenho cantado elegias sem letra.


Deus,
há salvação para esta alma revoltosa
- esta alma condenável e solúvel?


Minhas palavras não me obedecem.
Meus olhos tem se fechado.
Meu sorriso está escondido
- e eu não sei onde.


Já deitei em mares doces
e minhas lágrimas fizeram
com que se salgassem.
Tenho vivido desses mares
- salgados, fluidos e lacrimejados.


Deus, tenho medo,
tenho medo de morrer assim.


Raul Cézar de Albuquerque
28/05/2012

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Três grupos, em qual você está?



Na história relatada no Evangelho de João 8.1-11 a da mulher adúltera, podemos encontrar um quadro muito bem definido com relação às pessoas que o compõem. A história que origina uma das frases mais relacionadas do mundo ocidental. São três grupos:

1. Os pecadores: Representados pela mulher adúltera, são aqueles que precisam de salvação, perdão e libertação. Somos nós antes da graça do Senhor Jesus nos alcançar. Um grupo que não deve ser julgado muito menos humilhado apenas acolhido e guiado aos caminhos do Senhor.

2. Os acusadores: Representados pelos fariseus e os escribas, são aqueles que desconhecem [ou desprezam] o perdão que lhes cobriu. Em seu estado de cegueira espiritual, não veem como já foram iguais àqueles pecadores, consideram que nem mais precisam do perdão que Cristo nos oferece diariamente. Parecem ter criado um código de conduta só seu, com seus pecadinhos e os pecadões dos outros: uma escala inexistente no nível espiritual.

3. Os perdoadores: Representados por Cristo, são aqueles que fazem parte do Corpo de Cristo, que são da Igreja, mas reconhecem que nada seriam sem o poder de Cristo, vendo os pecadores como seres iguais apenas precisando de salvação. São cristãos simples cujo código de conduta é apenas a PALAVRA sem acréscimos administrativos ou acadêmicos... eles crêem na Palavra que é “viva e eficaz”.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Evolucionismo ou Criacionismo...

1. A Teoria Evolucionista é órfã, pois Charles Darwin, pai da teoria, disse que a mesma não tinha fundamento e a negou de forma que tal teoria ficou sem seguidores por um pequeno espaço de tempo, mas como era a única teoria científica foi sendo desenvolvida por outros cientistas.


2. A Teoria Evolucionista sempre foi cheia de contradições, o que um cientista descobria, o outro achava a lógica da conclusão turva, além dos escândalos das misturas de ossos para reproduzir esqueletos humanos “ancestrais”

3. A Ciência sempre provou que a Bíblia estava certa. Ex:

“Ele é o que está assentado sobre a redondeza da Terra” (Is. 40.22a)

O livro de Isaías foi escrito em 700 a.C, não havia como um judeu há 2711 anos saber que a Terra era redonda (há não ser por revelação divina), pois essa idéia só foi provada e aceita na Idade Média.

“... Ainda que os montes se abalem do seio dos mares.” (Sl. 46.2c)

O Salmo 46 (escrito por Davi) está no Livro dos Salmos e foi escrito em aproximadamente 900 a.C e a idéia de que os montes emergem (ou abalam-se) do seio dos mares só veio a ser pesquisada e comprovada na Idade Moderna. Logo isso foi escrito por inspiração divina.

Deus fez a luz no primeiro dia e os astros no quarto dia...

Até a metade do século XX se pensava que a luz era dependente de tais astros, mas na cosmologia moderna já se sabe que a luz não só é independente como é anterior aos astros.

“Ele sustenta todas as coisas pelo poder da Sua Palavra”(Hb. 1.3)

Porque segundo uma das leis de Newton todo objeto solto segue em movimento retilíneo, só posso chegar a conclusão que há alguém que sustenta e administra tudo (DEUS).

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Milho de Pipoca...

A transformação do milho duro em pipoca macia é uma bela analogia ao que devemos passar ao longo da nossa vida.
O milho de pipoca existe para tornar-se o que é após o estouro. Nós somos o milho de pipoca: Duros e impróprios para o consumo.
O poder do fogo é o único capaz de modificar o milho de pipoca. Só o fogo traz grandes transformações. Quem não passa pelo fogo não muda.
Mas o fogo sempre vem e traz uma situação anormal, algo que nos angustia. Sendo de dentro – pânico, medo, ansiedade e depressão – ou de fora – perdas, mortes, decepções.
Quando o calor fica insuportável, pensamos que vamos morrer, mas a transformação vem quando menos esperamos. O fogo acaba por fazer a mudança: PUF! – A situação incômoda faz sentido e a transformação vem como um alívio.
Mas sempre há os “piruás”, os milhos de pipoca que não mudam por causa do medo ou da prepotência... Coitadas... Nunca se tornarão as flores brancas e macias aptas ao consumo... Seu destino é o lixo.

Nem sempre o que parece é!

Texto Bíblico: Êxodo 32.1-6

"Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão. E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR. E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar"

O que aprendemos com o texto:

I) Nem sempre o nosso tempo é o tempo de Deus: O povo hebreu não esperou o agir de Deus. Você tem esperado o tempo e a resposta de Deus? Quando as escolhas se põem a nossa frente, é importante esperar o aval do Senhor. Caso contrário, estaremos seguindo o caminho sem Ele, estaremos assumindo os riscos por nós mesmos, sem a ajuda do nosso Advogado.

II) Nem sempre a voz do povo é a voz de Deus: O povo pressionou Arão para que ele criasse um bezerro de ouro. Você tem ouvido ao Senhor ou o povo? Que opinião tem designado suas ações? A palavra de seus amigos têm se sobreposto à Palavra do Senhor? Quando as escolhas se põem a nossa frente, é importante ouvir a voz do Senhor. Caso contrário, estaremos sendo imprudentes, irresponsáveis e sentindo-se auto-suficientes.

III) Nem sempre o que parece ser “de Deus” realmente o é: O bezerro parecia ser “Deus”, mas não era. Como você tem diferenciado as coisas divinas das profanas? Você tem sido irreverente com o que realmente é “de Deus”? Quando as escolhas se põem a nossa frente, é importante saber se aquilo é do Senhor. Caso contrário, estaremos correndo risco de reverenciar algo profano e desvalorizar algo divino.

IV) Nem sempre a alegria é resultado das bênçãos: Ao fim da fabricação do bezerro, o povo se alegrou e fez uma grande festa... Aquela alegria parecia ser uma confirmação à satisfação do Senhor em ver aquilo, mas não era. Você tem julgado o resultado das coisas pela alegria sentida? A sua alegria tem sido baseada no Senhor? Quando as escolhas se põem a nossa frente e escolhemos alguma opção, é importante saber a alegria sentida é uma resposta do Senhor. Caso contrário, estaremos correndo risco de satisfazermo-nos com algo errado.

Agente de Transformação...

“Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.” II Tm 2.11


Muitas vezes queremos mudar as coisas que costumamos considerar erradas... mas não prestamos a devida atenção aos nossos erros. Queremos transformar as coisas para melhor, mas esquecemo-nos de nos transformar. O texto acima indica a importância da santidade, ou melhor, a importância da transformação.

Deus lhe ajudará até onde ele achar viável, mas se você não fizer sua parte nada será transformado.

Lembre-se:
Só os santos são capazes de santificar; Só transformados são capazes de transformar.

A Importância do Perdão...

Um menino chamado Lucas entra em casa, depois da escola, batendo a porta com força. Seu pai estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, vê o ato do menino e o chama para conversar.

Lucas tinha oito anos de idade e acompanhava o pai desconfiadamente, mas antes que o pai dissesse alguma coisa, o menino fala:
- Pai, estou com muita raiva. O Zeca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
O pai do menino que era um homem muito simples demonstrou ser muito sábio e continuou a ouvir o menino reclamar:
- O Zeca me humilhou na frente de todo mundo. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escutou tudo calado até chegar num abrigo onde havia um saco cheio de carvão. O pai mostrou o saco de carvão aberto e falou:
- Lucas, faça de conta que aquela camisa branca no varal é o Zeca e jogue pedaços de carvão contra a camisa como se fossem seus maus pensamentos. E jogue todos os pedaços, pois depois voltarei.
Lucas achou a brincadeira muito legal e cumpriu a ordem do pai com afinco. Ao final da atividade, chamou o pai que indagou:
- Filho, como você está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas estou alegre, pois acertei muitos pedaços de carvão na camisa!
- Entre em casa, vou lhe mostrar uma coisa...
Os dois entraram na casa e o pai colocou Lucas em frente ao espelho e disse:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou, mas olhe como você está sujo!
O mal que desejamos aos outros acaba ocorrendo a nós. Por mais que possamos atrapalhar a vida dos outros, a maldade sempre nos afetará.

CUIDADO!
Seus pensamentos se tornam palavras; Suas palavras se tornam ações; Suas ações se tornam hábitos; Seus hábitos moldam seu caráter; Seu caráter determina seu futuro...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Paganização do Cristianismo...

Depois de muita perseguição, o Imperador Constantino se converteu e a situação mudou para a Igreja, ela passou a influenciar todas as ações do Império. Ela mudou muitas coisas:


1. Restauração dos templos cristãos: Os templos destruídos e queimados nos governos dos outros imperadores.
2. Os obreiros e pastores cristãos foram isentos dos impostos.
3. O domingo (primeiro dia da semana) foi declarado dia de descanso e adoração por Constantino.
4. A crucificação foi abolida no Império Romano.
5. O infanticídio foi proibido no Império: Antes era comum que os pais matassem os filhos que não fossem do seu agrado, tais crianças eram recolhidas por outras pessoas que as criavam e depois as vendiam como escravas.
6. A escravidão foi sendo extinta gradativamente: Se todos eram iguais, por que terem direitos diferentes?

Ficou fácil ser cristão... Logo, as pessoas queriam ir às igrejas, mas não se convertiam... E não deu certo, a Igreja tornou-se uma máquina política...

A inserção de falsos cristãos na igreja trouxe efeitos desastrosos nos cultos e nas doutrinas cristãs... As igrejas passaram a ser ricamente ornamentadas e grandemente ricas, mas espiritualmente frias. Os cultos começaram a ser contaminados por hábitos pagãos...

1. Em 405 d.C, os ídolos do paganismo entraram nas igrejas... A Igreja Católica Apostólica Romana regularizou o uso de imagens de santos e mártires do passado para serem adorados.
2. A adoração a Maria foi instituída para substituir a adoração às deusas pagãs Vênus e Diana.
3. O pastor passou a ser chamado de “sacerdote” que era uma nomenclatura pagã e passou a ser considerado um mediador entre Deus e o povo, enquanto a Bíblia diz que ele é apenas um instrumento d’Ele para orientar seu povo... O único mediador entre Deus e os homens é Cristo (nem homens, nem santos, muitos menos imagens), todos nós temos livre acesso a Deus por Cristo Jesus.
4. O culto aos mortos, originalmente pagãos, foi regularizado pela Igreja na forma do Dia de Finados.
5. O Purgatório foi inventado para evitar falar do inferno nos cultos frios da Igreja Católica, além de estimular a compra de indulgências.
6. A falácia da virgindade eterna de Maria que não tem base bíblica.
7. A ridícula ideia da infalibilidade do Santo Padre.

E a Igreja Católica tanto sabia que estava ridiculamente errada que proibiu o acesso do povo à Bíblia. Ela tornou-se uma máquina política de opressão, no período em que ela governou fez atrocidades e criou a Inquisição que fez com que essa época se denominasse “Idade das Trevas”. Mas Deus nunca fica sem testemunhas...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Apologética Cristã...

Apologética vem da palavra grega “apologia” que quer dizer literalmente “defesa”, por isso Apologética Cristã significa a Defesa da Fé Cristã. Um apologista é aquele que defende uma ideologia ou uma doutrina.


A apologética nunca foi tão importante para a Cristandade como nesses nossos dias, pois hoje em dia o cristianismo está sendo atacado por todos os lados e os cristãos estão cada vez mais desleixados com o estudo da Palavra.

Os primeiros apologistas foram o Apóstolo Paulo – por causa do caráter defensivo de suas epístolas aos Gálatas e aos Colossenses – e o Apóstolo João – já que o evangelho escrito segundo ele e sua primeira epístola apresentavam constante correção com relação a doutrinas corrompidas.

Depois dessa primeira fase de defesa da Igreja contra falsas doutrinas veio a segunda fase que defendeu a fé cristã do Império Romano. Nessa fase se destacou Justino Mártir que estudou Filosofia e se converteu ao Cristianismo lendo o Antigo Testamento. Já convertido e maduro na fé, Justino enviou ao Imperador Antonino Pio a obra “Apologia” defendendo os cristãos e o cristianismo, e, logo depois, ele escreveu

“Segunda Apologia” para o Imperador Marco Aurélio... Nenhum dos imperadores deu atenção às obras e fez com que ele e seis companheiros fossem presos, açoitados e decapitados por causa da fé.

E houve outros como

Aristides que foi amigo e parceiro de Justino.

Tertuliano que é considerado um dos melhores apologistas cristãos de todos os tempos, suas obras discorriam sobre a defesa da fé cristã diante do Império, das heresias e das influências mundanas.

Orígenes que se destacou na apologética por ser exagerado, ele foi preso e intensamente torturado, tanto que morreu em decorrência dos ferimentos da tortura. Atanásio que se destacou na defesa da divindade e da infalibilidade de Jesus, ele foi preso e exilado cinco vezes, mas continuou firme na defesa do cristianismo.

Agostinho que se converteu a Cristo já com 33 anos, era profundo conhecedor de filosofia e criador da escola Patrística que defendia uma conciliação entre ciência e fé, ele destacou-se no estudo das Epístolas Paulinas e é considerado até hoje um dos maiores teólogos de todos os tempos.

Sem uma doutrina sadia e fiel não há apologética, sem apologética não há fé, sem fé não há igreja.

Falsa Religiosidade...

Nesses dias de igrejas em cada esquina, os cristãos estão sendo mal formados, desenvolvendo um caráter cristão distorcido com veias mundanas e narcisistas. Vejamos algumas dessas anomalias que atacam os cristãos do século XXI:


Denominacionalista: É aquele que põe a denominação acima da verdade universal pregada por Jesus Cristo e discrimina instituições interdenominacionais. Esse tipo de cristão esconde um orgulho doentio que tem seu prazer na denominação e não no amor de Cristo.

Moralista: É aquele que é muito apegado a regras e proibições do código religioso, não pratica a misericórdia, acha-se juiz de seus irmãos, detalhista em relação à conduta dos irmãos, escrupuloso em relação a erros, vê em si um zelador da moral cristã. Esse tipo de cristão é regido pelo estatuto e não pela Bíblia, além de viver pela consciência pessoal, colocando-a acima da Palavra de Deus.

Espiritualista: É aquele que sempre se acha no plano espiritual, acha que só tem necessidades espirituais esquecendo-se das necessidades fisiológicas, afetivas, pessoais e sociais, imagina que o mundo é exclusivamente espiritual. Esse tipo de cristão vive num plano abstrato, imaginário, surrealista e antibíblico.

Humanista: É aquele que contamina o cristianismo com correntes filosóficas, entende Deus como juiz tolerante que entregará perdão a todos, diz que a Justiça Divina funciona como a justiça terrena. Esse tipo de cristão coloca o homem no centro do cristianismo mostrando Deus como um eterno servo.

Permissivista: É aquele que não se preocupa em prestar contas da sua vida a Deus, não desenvolve o discernimento espiritual para evitar a corrupção do cristianismo por meio de influências mundanas, mostra-se de acordo com a descaracterização do caráter cristão. Esse tipo de cristão é tolerante e complacente com os próprios pecados e é incentivador e cúmplice da vida pecaminosa dos irmãos.

Supersticioso: É aquele que se mostra infantil com relação às coisas espirituais, mistura o mundo espiritual com um mundo imaginário próprio, é facilmente levado por reuniões de “prodígios e maravilhas”, é despreparado para defender a fé cristã por não conhecê-la. Esse tipo de cristão descarta a Verdade por um espiritualismo fantasioso e desconsidera a palavra que diz que “o justo viverá da fé” (Hb 2.4).

Fanático: É aquele que se sente melhor com o uso de amuletos revelando-se idólatra (Ex 20.4), acha que Deus só se revela por meio de rituais, possui verdadeiro ódio por pessoas de religiões diferentes. Esse tipo de cristão é um escravo da imaturidade espiritual.

Tradicionalista: É aquele que é nascido numa família cristã, vê a igreja como um espaço social onde ele encontra amigos e mostra-se aos outros, acha que um cargo na igreja é status social e não unção divina. Esse tipo de cristão mantém-se na igreja não por amor a Deus, mas por comodismo.

Turista: É aquele que vê a igreja com tanto desdém que nem se mostra compromissado com ela, às vezes sente-se culpado por não ir a igreja, às vezes culpa a igreja por não ser “atrativa”, tem medo de vínculos com cargos, com o Corpo de Cristo e com o próprio Cristo. Esse tipo de cristão tem uma religiosidade é tão inconstante quanto seu comparecimento a igreja.

A Igreja Perseguida...

Quando a Igreja estava formada e já tinha conhecimento de seu poder e de seus objetivos começaram as perseguições, primeiramente pelos judeus, mas a parte pesada ficou por conta de Roma... E começou – oficialmente – no governo de Nero, pois, em 64 d.C, Roma foi destruída por um incêndio.


Provavelmente, foi Nero quem o causou, mas aproveitou a antipatia da grande massa com relação aos cristãos para livrar-se da culpa pondo-a sobre os romanos convertidos ao Evangelho. A partir daí, o povo romano começou a perseguir os cristãos...

Nesse clima de ódio aos cristãos, Paulo foi martirizado sendo decapitado – foi uma morte mais leve, porque Paulo era do Sinédrio e tinha sido ensinado aos pés de Gamaliel – e Pedro foi martirizado morrendo numa cruz de cabeça para baixo – já que era um pobre pescador da Galileia.

Quando a perseguição começou, boa parte do Novo Testamento já tinha sido escrito. E a perseguição aos cristãos era motivada por três pontos:

1) A Conversão ao Cristianismo acabava com o comércio de ídolos: Porque você acha que a Igreja Católica Apostólica Romana voltou com esse hábito?

2) A não-adoração ao Imperador: A adoração a César era uma prova de lealdade ao Império, mas os cristãos adoravam ao Rei Jesus.

3) O Cristianismo considerava todos iguais: A igualdade entre os homens pregada por Cristo acabou por exterminar a escravidão em Roma.

A perseguição continuou com Nero e Domiciano – nessa época foi morto o irmão Tiago que foi crucificado em 107 d.C –, e continuou no governo de Marco Aurélio – com cristãos sendo jogados às feras no Coliseu, Policarpo (pastor da igreja de Esmirna) foi morto sendo queimado vivo em 155 d.C –, mas Septímio Severo fez jus ao seu nome – queimou, decapitou e fez cristãos serem despedaçados por feras –, depois vieram Valeriano, Diocleciano – que se destacou pois queimou cristãos, templos e bíblias –, Galério e Constâncio. Mas Constantino, filho de Constâncio, pôs fim à perseguição fazendo valer o Édito de Milão que garantia a liberdade religiosa e Teodósio pôs em prática o Édito de Tessalônica que indicava que Roma é Cristã. É... Bem que o Dono da Igreja tinha dito que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Perdendo com a Desobediência...

Israel estava sendo oprimido há 40 anos pelos filisteus, Deus tomou uma providência... Fez Sansão nascer...


“Descobriu-lhe todo o coração e lhe disse: Nunca subiu a navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus, desde o ventre da minha mãe; se vier a ser rapado, ir-se-á a minha força, e me enfraquecerei e serei como qualquer outro homem” (Jz 16.17)

Sansão tinha derrubado mil homens filisteus com uma queixada de burro e tinha pegado trezentas raposas num dia... Ele era separado por Deus... Mas desobedeceu e foi separado de Deus.

Sansão desobedeceu a Deus e a seus pais casando-se com Dalila, pondo os seus desejos na frente dos planos de Deus... Com a desobediência, Sansão perdeu...

1. A Presença de Deus: Quando cortou o cabelo, Sansão abriu mão da ação de Deus em sua vida. (Jz 16.18)

2. A Força: Dalila cortou o seu cabelo e “retirou-se dele a força” (Jz.16.19).

3. A Visão: Sansão perdeu a visão, seus olhos foram vazados (Jz 16.21).

4. A Liberdade: Sansão foi preso a duas cadeiras de bronze (Jz 16.21)

5. A Vida: Sansão estava tão envergonhado que se matou, matando seus inimigos (Jz 16.30)

II Timóteo 3.1-5

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”. (IITm. 3.1-5)


É por isso que admiro o apóstolo Paulo! Que exortação! – a palavra exortação pode ser usada como repreensão, mas originalmente significa ensino. Nem Durkheim, nem Comte, nem Weber, muito menos Lévi-Strauss definiriam tão bem a nossa sociedade.

Mas vamos ao estudo da passagem da maravilhosa e Sagrada Escritura... Vou discorrer sobre cada característica do “homem do fim dos tempos” definido pelo sociólogo Paulo:

Egoísta: Amante de si mesmo; incapaz de fazer algo em favor de outro. O noticiário é a prova de que Paulo estava certo, homens incapazes que pensar no próximo e que por isso fazem mal.

Avarento: Idólatras (Ef. 5.5); capazes de fazer o que for preciso para ter dinheiro. “porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (ITm. 6.10a). A sociedade atual não quer dinheiro, ela idolatra o dinheiro e quem o tem.

Jactancioso: Vaidoso; soberbo; que pensa que não precisa de ninguém, muito menos de deus. Mas deus cuidará dele: “ainda que o Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo conhece de longe” (Sl. 138.6)

Arrogante: Orgulhoso; presunçoso; que se vangloria – vangloriar é gloriar-se em vão ou por motivo vão – considerando-se mais importante e... “olhar altivo e coração orgulhoso, a lâmpada do perverso, são pecado” (Pv. 21.4).

Blasfemador: Xingador; escarnecedor; que zomba de deus, da palavra, do sacrifício de Cristo e de tudo que se considera sagrado. Mas “não vos enganeis: de Deus não se zomba” (Gl. 6.7).

Desobediente aos pais: Adolescente imaturo, jovem rebelde ou adulto revoltado que não leva em conta o quarto mandamento e primeiro com promessa: “honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem teus dias na terra” (Ex. 20.12).

Ingrato: Incapaz de dizer o mais simples “obrigado”; não dá graças a deus por tudo que possui. Mas a palavra diz “em tudo dai graças, porque esta é a vontade de deus em Cristo para convosco” (ITs. 5.18).

Irreverente: Profano; sem respeito pelo evangelho; faz pouco caso do que é sagrado; é como esaú que desprezou a primogenitura e não se deu bem (Hb. 12.16).

Desafeiçoado: Desprovido de afeto; sem amor pelo próximo; transtornado ao ponto de não ter o afeto natural – natural do ser humano, independente da aceitação do evangelho.

Implacável: Duro; irreconciliável; incapaz de perdoar; sedento por vingança; baú de ressentimentos.

Caluniador: Fofoqueiro; capaz de inventar histórias para ver o mal do próximo; aquele que chega a fazer grande esforço só para espalhar uma mentira; busca no ato de caluniar algo que o torne maior ou melhor que o caluniador – um pobre coitado –, mas “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo. 8.32)

Sem domínio de si: Incapaz de se controlar; incontinente; desequilibrado; insaciável, principalmente em relação ao pecado; aquele que não desenvolveu o fruto do espírito domínio próprio.

Cruel: Violento; aquele que mata, que estupra, que tortura, que faz o mal por prazer ou por insubmissão;

Inimigo do bem: aquele que não revela amor nem para quem lhe faz o bem; mas Cristo diz para nós amarmos até nossos inimigos (Mt. 5.44).

Traidor: Finge-se de amigo, mas volta-se contra quem lhe é fiel; é um inimigo do bem acentuado, pois se torna inimigo de seu amigo.

Atrevido: Obstinado; teimoso; aquele que insiste no pecado mesmo depois de advertido; mas triste será o fim do que permanecer agindo assim, pois “o homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv. 29.1)

Enfatuado: É um orgulhoso, presunçoso, vaidoso, mas com um acréscimo é incapaz de “descer do pedestal” e pedir ajuda.

Mais amigo dos prazeres que de Deus: Hedonista; amante dos deleites; profano; aquele que nem pensa em buscar o reino de deus; não aprendeu que o verdadeiro prazer está na palavra de deus (Sl. 1.2).

Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder: Parece ser seguidor de Cristo e fala de piedade, mas não faz uso dela; é aquele que chega pra você e diz: é... Eu creio em deus. Mas não há nele o caráter de Cristo; são os famosos e citados “sepulcros caiados” (Mt 23.24-28).

Santo e Monótono...

A leitura de II Samuel 6.1-19 é tão bela quanto assustadora. Ela conta a saga do transporte da Arca do SENHOR para Jerusalém...


Davi tinha sido coroado Rei de Israel e – como primeira providência – mandou trazerem a Arca da Aliança para Jerusalém, pois onde estava a Arca estava a Presença do Altíssimo. Davi mandou que Uzá e Aiô – filhos de Abinadabe – trouxessem a Arca para Jerusalém e eles estavam dispostos a levá-la. Mas tamanha glória tornou-se normal para eles, a Arca já estava lá no celeiro há muito tempo, já era “de casa” e eles se esqueceram da reverência que deveriam manter àquela Arca.

Eles fizeram como os filisteus faziam, colocaram a Arca num carro de bois – a Arca deveria ser transpassada por duas varas de bambu e serem levadas nos ombros –, ou seja, estava na cara que não iria dar certo... Pois bem, no meio do caminho um dos bois tropeçou, a Arca pendeu e iria cair, Uzá correu para salvá-la e tocou na Arca, e foi fulminado no ato.

É belo o zelo de Deus pela sua Arca, é assustador ver a rapidez de Deus para zelar pela Sua Palavra.

Não deixe o santo se tornar monótono!

Sangue e Água...

Veja o que diz João 19.31-34:


“Então, os judeus, para que no sábado não ficassem os corpo na cruz, visto como era a separação, pois era grande o dia daquele sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele tinham sido crucificados; chegando-se, porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.”

Preste atenção na citação: “sangue e água”.

Sangue: O trabalho de Cristo por Nós.

O sangue é o trabalho de Cristo na Cruz por todos nós, retirando todo o pecado – coisa que nós não poderíamos fazer sozinhos –, é a consolidação, a prova da graça de Deus.

Assim como Paulo nos diz em Romanos: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5.8,9)

Água: O trabalho de Cristo em Nós.

A água é o trabalho de Cristo em cada um de nós por meio da Sua Palavra e da Sua Presença – portanto também depende de nós – é a prova do Seu amor e do Seu poder.

É o que Jesus diz à mulher samaritana: “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14)

A Salvação de cada um depende do sangue – aceitar o sacrifício de Cristo – e da água – aceitar a mudança que ele propõe na Sua Palavra.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Todo aquele...

É interessante quando Paulo diz:
Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. (ITimóteo 2.3,4)
e ele repete:
O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. (I Timóteo 2:6).
Dizendo que Cristo Jesus morreu por todos nós... mas não dá para esquecer que a salvação é baseada na política do "todo aquele"... um espécie de "toma lá, dá cá"... tem que haver reciprocidade... Quer exemplos!?
Um versículo-centro da Bíblia dito na conversa com Nicodemos...
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)
De novo!
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 12.46)
Por fim, posso dizer que no todo aquele está a diferença entre o novo e o velho testamento. Quer ver!?
Porque abominação é ao SENHOR teu Deus todo aquele que faz isto, todo aquele que fizer injustiça. (Deuteronômio 25.16)
Isso é o que diz o velho testamento, mas o novo  testamento é a nova aliança! Vejam a beleza das palavras de Paulo...

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Romanos 10.13)


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Se passares...

"Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti". Isaías 43.2
É fácil achar nas escrituras pessoas que sentiram-se sozinhas e, por isso pecaram. Quando nos sentimos sozinhos - desamparados por Deus - nos afastamos dEle por vontade própria. Sentir sozinho é normal, mas agir como alguém sem amparo chega a menosprezar o nome do Senhor. Mas lembre-se sempre...

Ele é Jeová Giréh: o Deus que Provê
Ele é Jeová Rafáh: o Deus que Cura
Ele é Jeová Sabaot: o Deus que Julga
Ele é Jeová Nissi: o Deus que é a tua Bandeira.

Quando nos sentimos sozinhos... pecamos, quer exemplos?

Esaú irou-se quando achou que Deus o havia desamparado, por causa da indiferença do seu pai... temos uma lição: não é porque as pessoas nos deixam ou nos ignoram que Deus também o fará

Davi pecou quando esqueceu-se de que Deus o tinha colocado no trono de Israel... temos outra lição: Deus te deu tudo o que tens, nada que Ele te tire será injustiça, lembre-se de Jó:  
"o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR" (Jó 1.21)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Preparando o Terreno...

Antes de Cristo vir até nós, Deus preparou tudo para a chegada de Seu Filho. Se forem necessárias provas disso, então discorrerei sobre os preparativos...


A CIVILIZAÇÃO GREGA, que dominou grande parte do mundo conhecido antes dos romanos, trouxe duas coisas indispensáveis para a propagação do evangelho:

*UMA ÚNICA LÍNGUA: os hebreus foram dominados pelos gregos e foram obrigados a aprender a língua grega, assim como a maioria do mundo da época.

*UMA CULTURA QUE VALORIZASSE A RELIGIÃO: os gregos ensinaram a todas as nações da época a valorizar a religião, e até tinham um “deus desconhecido” que na verdade era (e é) o único deus.

O IMPÉRIO ROMANO dominou quase a totalidade do mundo conhecido antes, durante e depois da vida de Jesus e realizou três grandes contribuições para a pregação do evangelho:

*UMA LEI UNIVERSAL: todo o império romano – que incluía várias nações, povos e línguas – foi submetido a uma só lei.

*ESTRADAS: todo o mundo conhecido foi unido por uma imensa rede de estradas que ligava muitas cidades.

*PAX ROMANA: o império romano tornou viagens por terra e por mar muito mais seguras, pois antes da pax romana eram comuns ataques de salteadores (por terra) e de piratas (por mar).

A Pregação do Evangelho é uma ordem: “E disse-lhes: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Mas requer alguns fatores:

Um Mestre: O Espírito Santo (“mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” João 14.26)

Um Instrumento: A Palavra (“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” II Timóteo 2.15)

Uma Mensagem: O Evangelho (“E disse-lhes: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” Marcos 16.15)

Um Tema: Jesus (“Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes Cristo” Atos 8.5)

Uma Obrigação: Pregar (“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho” I Coríntios 9.16)

Um Alvo: Ganhar Almas (“Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora eu não esteja debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.” I Coríntios 9.20-22)

O Início da Igreja...

Depois do ministério, da morte e da morte de Jesus, Cristo passou 40 dias na terra com os discípulos e antes de sua ascensão aos céus falou aos quinhentos seguidores que o viam e ouviam (I Co 15.3-6): “Eis que envio sobre a promessa de meu Pai: permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestido de poder”(Lucas 24.49)


Desde a Páscoa, passaram-se 40 dias com Cristo em terra e mais 10 dias desde o Seu pronunciamento acerca do revestimento de poder proporcionado pelo Espírito Santo, e dos quinhentos que seguiram Cristo, apenas 120 estavam orando e buscando o revestimento do Santo Espírito (Atos 1.15), os 380 que não estavam presentes estavam fazendo feira, em alguma festa ou na festa que estava ocorrendo em Jerusalém, a Festa de Pentecostes, festa que tem este nome porque era realizada 50 dias após a Páscoa, e a festa referida aconteceu por volta do ano 30. Neste dia, o Consolador desceu sobre os que estavam no Templo e houve batismo, revestimento no Espírito Santo e ali nasceu a Igreja

A Igreja deveria permanecer na cidade, mas só “até que do alto” fossem “revestidos de poder”, eles já tinham sido revestidos e continuavam em Jerusalém, mas Deus enviou uma perseguição por meio dos romanos, os discípulos saíram de Jerusalém e por onde iam pregavam a Palavra (Atos 8.1,4).

Todos os primeiros membros da Igreja eram judeus, mas haviam três tipos de judeus e havia judeus dos três tipos na Igreja Primitiva. 1) Os judeus hebreus, eram os judeus que pertenciam a raça israelita e falavam a língua hebraica, que na época era diferente do hebraico clássico, era o aramaico ou, como também era chamado, o siro-caldaico. 2) Os judeus helenistas, eram a maioria, eram aqueles faziam parte da raça israelitas, mas que se dispersaram pelo mundo e depois voltaram, falando grego (literalmente). 3) Os judeus prosélitos eram aqueles que não eram da raça israelitas, mas renunciaram o paganismo e aceitaram a lei judaica, estes eram a minoria.

O texto de Atos 2.42-47 nos fala muito sobre o poder, a comunhão e o amor da Igreja Primitiva:

“Perseveravam na doutrina dos apóstolos – havia unidade doutrinária – e na comunhão e no partir do pão – havia amor e união – e nas orações – havia buscava a Deus por meio das orações – Em toda alma havia temor – temor e humildade marcavam a Igreja Primitiva – e muitas maravilhas e sinais eram feitas por meio dos apóstolos [...] Louvando a Deus [...] Caindo na graça do povo [...] E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar – os resultados de tanta devoção ao Senhor eram vistos e Ele os recompensava.

Prioridades...

“Assim fala o SENHOR dos Exércitos: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do Senhor deve ser edificada. Veio, pois, a Palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo: Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas? Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai o vosso passado” (Ageu 1.2-5)


Considerai o vosso passado... Considerai o vosso passado... O que isso quer dizer?

1) Considerai os vossos caminhos errados (“Arrependei-vos dos vossos maus caminhos”)

2) Considerai o vosso julgamento inevitável (“Tomara fossem eles sábios! Então, entenderiam isto e atentariam para o seu fim” Dt 32.29)

3) Considerai o vosso Salvador Crucificado (“Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo” Hb 12.3a)

4) Considerai o vosso serviço fiel (“Tão-somente, pois, temei ao Senhor e servi-o fielmente de todo o vosso coração” I Sm 12.24)

“Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. Assim diz o Senhor dos Exércitos: CONSIDERAI O VOSSO PASSADO” Ageu 1.6,7 (ênfase minha).

Sem Deus como prioridade, as prioridades não funcionam nem fazem bem. Um conselho do SENHOR:

“Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; e dela me agradarei e serei glorificado” Ageu 1.8