Bem-Vindo ao Estação 018!


Seja bem-vindo ao "Estação 018"! Um blog pouco reticente, mesmo cheio destas reticências que compõem a existência. Que tenta ser poético, literário e revolucionário, mas acaba se rendendo à calmaria de alguns bons versos. Bem-vindo a uma faceta artística do caos... Embarque sem medo e com ânsia: "Estação 018, onde se fala da vida..."

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Respingos de Genialidade #35



"O problema estava em saber se é a doença que engendra o crime ou se o próprio crime, por sua natureza, é que é sempre acompanhado de um certo gênero de doença, mas isso era uma questão que ele não se sentia capaz de resolver."

Fiódor Dostoiévski, em "Crime e Castigo"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Respingos de Genialidade #34



"É esquisito ter lembranças de coisas que ainda não aconteceram, acabo de lembrar que Matilde vai sumir para sempre."
Chico Buarque, em "Leite Derramado.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Respingos de Genialidade #33


"Em cada pingo de chuva a minha vida falhada chora na natureza. Há qualquer coisa do meu desassossego no gota a gota, no bátega a bátega com que a tristeza do dia se destorna inutilmente sobre a terra. 
[...] Uma mão fria aperta-me a garganta e não me deixa respirar a vida."

Fernando Pessoa, no trecho 141 do "Livro do Desassossego".

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Respingos de Genialidade #32


"As guerras imaginárias, ao entardecer, tornaram-se por fim tão enfadonhas quanto a rotina da escola pela manhã, porque eu desejava participar de aventuras reais. Mas aventuras reais, pensei, não acontecem para os que ficam em casa; devem ser procuradas."
James Joyce, no conto "Um encontro", no livro "Dublinenses"

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Respingos de Genialidade #31


"Surpreendia-me que nem eu nem o dia aparentássemos tristeza, e fiquei realmente aborrecido ao descobrir em mim uma sensação de alívio, como se a sua morte me houvesse libertado de alguma forma."

James Joyce, no conto "As irmãs", no livro "Dublinenses".

sábado, 20 de outubro de 2012

Respingos de Genialidade #30


"Há felicidade no mundo, Alec, e o sofrimento não é o seu oposto, mas a saída estreita através da qual passamos encurvados, arrastando-nos entre urtigas, à procura da clareira na floresta silenciosa banhada pelo luar de prata." 
Amós Oz, no livro "A caixa preta".

domingo, 9 de setembro de 2012

Respingos de Genialidade #28


"Um segredo vale o quanto valem aqueles dos quais temos de guardá-lo."
Carlos Ruiz Zafón, no início de "A Sombra do Vento".

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Respingos de Genialidade #27


"Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água, que não para, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro - o rio."

João Guimarães Rosa, no conto "A terceira margem do rio" do livro "Primeiras Estórias".

domingo, 26 de agosto de 2012

Respingos de Genialidade #26



"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, em uma de suas Odes.

domingo, 19 de agosto de 2012

Respingos de Genialidade #25


"Verdadeiramente foi o princípio da minha vida; tudo o que sucedera antes foi como o pintar e vestir das pessoas que tinham de entrar em cena, o acender das luzes, o preparo das rabecas, a sinfonia... Agora é que ia começar minha ópera."

Machado de Assis, em "Dom Casmurro", no capítulo VIII.

domingo, 12 de agosto de 2012

Respingos de Genialidade #24

Arthur Rimbaud, na juventude
"O Poeta se faz vidente por meio de um longo, imenso e refletido desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; ele procura ele mesmo, ele esgota nele todos os venenos, para só guardar as quintessências."

Arthur Rimbaud, em "A Carta do Vidente".

domingo, 5 de agosto de 2012

Respingos de Genialidade #23



"O coração, se pudesse pensar, pararia."


Fernando Pessoa, trecho I do livro "O Livro do Desassossego"

domingo, 24 de junho de 2012

Respingos de Genialidade #22


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"Amei e odiei como toda gente,
Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,
E para mim foi sempre a exceção, o choque, a válvula, o espasmo".

Fernando Pessoa (sob o heterônimo Álvaro de Campos), no poema "Passagem das Horas".

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Respingos de Genialidade #21



"Vivo naquela solidão que é dolorosa na juventude, mas deliciosa nos anos maduros da vida.”
Albert Einstein

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Respingos de Genialidade #20

O polêmico Jean Genet
(já velho, depois de quebrar muitas regras)
"Com um cuidado maníaco, 'um cuidado ciumento', preparei a minha aventura como se arruma uma cama, um quarto para o amor: eu tive tesão pelo crime."


Jean Genet, na introdução de "Diário de um ladrão".

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Respingos de Genialidade #19



"Com surda cólera Eugênio contemplava a imagem do espelho. Era como se estivesse diante de um inimigo - um inimigo perigoso que lhe conhecia todos os segredos, todos os pecados, até os mais sórdidos e escondidos."


Erico Verissimo, no livro "Olhai os lírios do campo"

domingo, 20 de maio de 2012

Respingos de Genialidade #18



"Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo, que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata, e que a vida sempre, sempre continua."


Simone de Beauvoir

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Respingos de Genialidade #17



"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam."
João Guimarães Rosa, no livro "Grande Sertão: Veredas".

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Respingos de Genialidade #16



"Por que não havemos nós todos de dizer com absoluta sinceridade aquilo que trazemos no coração, quando sabemos muito bem que as nossas palavras não seriam em vão?"


Fiodor Dostoiévski, no conto "Noites Brancas"